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Mares revoltos


Quatro de outubro

Francisco dos ventos......

                                        Francisco dos mares.......

                                                                                 Francisco das flores.......

                                                                       Francisco que canta........

                                   Francisco que chora........

                                                                                            Francisco que dança.......

Que faz companhia....

                              Que cuida de nós.....

Que assim seja!!!!!

Quatro de outubro - Dia de São Francisco de Assis......



Escrito por Ádina às 20h00
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......presente de aniversário.....

Para a Ádina, minha amiga "virginiana" que aniversaria!!!!

ANSEIO

que é feito de você?

onde está o resto seu?

só fiquei com aquele pouco

feito de sussurros, mais do que sons,

aqueles gestos, muito mais do que mãos,

as sombras delineantes,

as formas cálidas,

os tons, muito mais do que as cores...

fiquei com a fugacidade,

como a tênue luz do crepúsculo,

permaneci com os sobejos,

guardei os papéis dos bilhetes,

marquei as dobras dos lençóis,

engarrafei o perfume dos suores

tenho as flores secas nas mãos

e o contorno do seu rosto

sinto tudo a querer se diluir,

e, contudo, é sua essência...

Tenho o pouco que é tudo,

mas, quero o resto, que é você.

Dora Vilela

Dorinha, Dorinha.....que presente lindo! Lindo!!!

Parafraseando minha irmã que parafraseou um poeta que ela adora, "não existe maior elogio do que quando ao pensar num presente para você, compram um livro...."

O que dizer então de ganhar um poema de uma pessoa tão especial?

Que não há riqueza maior em nossas vidas do que nossos amigos....

Em todas as horas.....

Mesmo que esses amigos(as) estejam longe de nós fisicamente....

O coração aproxima as pessoas....

Nos faz compartilhar momentos tão bons como se estivéssemos sempre juntos....comendo brigadeiros (não é Ana?!), cantando pelas ruas, andando pelas estradas à luz da lua......olhando o mar.....

Dora, uma grande e querida amiga....lá do Vale do Paraíba, rs....rimou!

Um presente de Deus para mim....

Dora Vilela - http://pretensoscoloquios.zip.net



Escrito por Ádina às 20h17
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Para uma menina sonhadora, que hoje já não é tão menina, mas continua a sonhar desvairada.......

Presente de aniversário para a irmã mais sonhadora que eu tenho, rs!

Onze de setembro de dois mil e oito.......



Escrito por Ádina às 21h14
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Aniversários

 

ontem um menino que brincava me falou

que hoje é semente do amanhã

para não ter medo que esse tempo vai passar

não se desespere, não, nem pare de sonhar

nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs

deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar

fé na vida , fé no homem, fé no que virá

nos podemos tudo, nós podemos mais

vamos lá fazer o que será

Para o Guilherme, o garoto de DOZE anos mais lindo que eu conheço......

A música/poema é do Gonzaguinha - Nunca pare de sonhar 



Escrito por Ádina às 21h16
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O céu  continua com nuvens carregadas, logo vem a chuva.....

Depois da chuva....a primavera....

Assim sempre foi e assim sempre será.....  



Escrito por Ádina às 19h37
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Uma carta

Tudo bem....

Vai ser assim como você quer.

Ponto final. Sem reticências. Sem entrelinhas. Sem pormenores.

Talvez seja mesmo melhor.

O tempo passa e com ele há de passar essa sensação de inutilidade.

As palavras se perdem com o vento. Quando deixamos. As suas tenho guardadas para sempre.

Não são mais suas. São minhas.

Os dias se repetem. Nunca iguais. O sol que nascerá amanhã não será o mesmo que se pôs agora há pouco.

Assim também serei eu.

Amanhecerei a cada dia.

Mesmo desejando que as noites se tornem eternas.

Que seja assim então......



Escrito por Ádina às 20h20
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Os sapatos de meu pai

                                    Francisco Dantas

Um par de sapatos

Tão grandes

Que me cabem dentro.

São o meu barco,

O meu automóvel,

O meu avião.

Eles me transportam

Ao mundo dos sonhos....

São a minha máquina do tempo,

Pois me levam a datas futuras...

São a minha "truca",

Pois me fazem tão grande

Num mundo tão pequeno....

E me fazem tão pequeno

Num sapato tão grande,

Que, às vezes tenho medo

De me perder dentro deles....

Por isso fico assim

Feito um saci, em um sapato só,

Equilibrando-me para não perder o prumo

Rumo ao futuro, de peito aberto

- NUZINHO! -,

Sem lenço e sem documento.

 

Por incompetência dessa que vos escreve, deletei o post do dia dos pais.

Aí dez dias depois consigo postá-lo novamente.

Desculpas aos amigos que deixaram seus comentários.

Prometo ser menos atrapalhada daqui em diante, rs.

 

O texto é do meu amigo Francisco Dantas em seu livro Instantes Poéticos ou no Verso e alma: http://assis_dantas.zip.net 



Escrito por Ádina às 19h54
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Eu e a poesia do poeta

                                 Que não é o Quintana.....dessa vez.... 

Terra nua

Poesia pura

Angústia da não certeza

Palavra crua

Escrita em areia fina

Praia de um novo oceano

Sol forte no rosto

Calor que aquece a alma

Alma que rima com saudade

Distância sua

Mar que rima com chegada

Porto seguro

Terra nua fecundada pelo vento

Vento que vem de longe

Trazendo dias de colher flores,

Amores

Poesia pura

A sua.

                    A minha caminha sem direção.



Escrito por Ádina às 20h51
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Eu e o poeta

Tarde de inverno em Porto Alegre.

No velho banco da praça o poeta admirava o entardecer.

O sol desenhava sombras pelo chão.

Resumiu em uma frase o que eu tanto queria te dizer:

"Vamos colocar as coisas no devido lugar. Eu não faço versos a ti: eu faço versos de ti..."*

                Se um dia você lesse tudo o que escrevi, 

        se veria refletido num espelho.

Sim.....Eram para você todos os poemas....eram de você.....

Toma, leva-os consigo....

Guarde em seus baús ou

solte-os como pipas de criança.....

assim eles alcançarão os céus

e eu os poderei ver daqui,

refletindo você num dia de sol,

feito o poeta. 

*Madrigal - Mario Quintana



Escrito por Ádina às 19h49
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Linda a foto......autor desconhecido.....



Escrito por Ádina às 21h08
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Das utopias

                                             Mario Quintana

Se as coisas são inatingíveis....ora!

Não é motivo para não querê-las....

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!

 

Inspirada por Quintana:

Queria te trazer uns versos muitos lindos!

Um ramalhete de flores!

Uma caixa de chocolates!

Um cachecol bem quentinho!

Um chocolate mais quentinho ainda.....

Se as coisas são inatingíveis - ou impossíveis - hoje....

Não há mesmo razão para não querê-las......

Amanhã.....é sempre amanhã.....

E com uma baita lua cheia no céu!



Escrito por Ádina às 20h05
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.......Perguntas......

se o amor é o encontro de duas almas

e a minha sente a presença da sua por onde quer que ela vá,

se meus sonhos incluem você mesmo quando eu não o quero incluir,

se as tardes de outono são cada vez mais belas

porque sei, você  pediu a Deus para fazê-las assim,

porque assim não há como eu esquecer de tardes que passaram e foram tão lindas.....

encontrei o amor?

duas almas

distantes

porque seus corpos estão distantes (!)

mas quem disse que alma se contenta em ficar presa, seja lá onde for?

ou conhece distâncias?

a minha encontra a sua

sempre.

no meio dos versos,

 nos domingos de festa,

    no espiar as estrelas.....

o amor é o encontro de duas almas.

hoje eu sei.



Escrito por Ádina às 20h16
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Estou virando uma ganhadora compulsiva de livros.......

Presentes raros....guardados com todo o carinho....escritos e presenteados por amigos....

O sr. professor Francisco Dantas me presenteou com seu "Instantes Poéticos".

Como agradecer?

Publicando os textos que mais gostei! Ou que consegui escolher depois de várias tentativas.....se pudesse publicava todos! O Mares revoltos ía ficar o máximo!

Obrigada Dantas,

Você não sabe o tamanho da alegria em receber esse presente....

 

Você entende?

Hoje,

nada!

nem um poema

nem uma estrofe

nem um verso

nem uma palavra

Hoje,

meu desejo é um só:

estar sozinho

com a minha dor,

sem dizer nada.

Eu e ela.

A sós.

Esse, hoje, considero uma homenagem a mim.......traduz o que vai no meu coração....

 

Bons fados

Os ventos de minha vida

Assemelham-se a seres vivos.

São dinâmicos

E parecem falar comigo.

Sopram, em meus ouvidos,

Melífluas melodias

Para eu dormir.

À vista de um precipício,

Parece me empurrarem

Para longe da armadilha.

Por isso sou reconhecido

Aos ventos de minha vida.

 

A vida

.O que é a vida

Senão dois pontos

Encerrando reticências?...

O nascer diário de certezas

De sofrimento, dor e sacrifício...

E o morrer fatal

Que não se sabe quando...

Quando, quando, quando?

Angústia de viver,

Vontade de morrer...

Alegrias - tristezas - risos - lágrimas.

Que saudade! Saudade de viver!

O que é a vida, afinal,

Senão reticências...

Entre dois pontos extremos?

 

Lindos.....todos....quem quiser acessar seu blog aqui está o endereçoVerso e alma no http://assis_dantas.zip.net/



Escrito por Ádina às 19h34
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Mãe é bicho esquisito

A minha tinha os olhos cor de mel mais lindos que conheci.

Os cabelos pretos, encaracolados....

O sorriso franco....

O coração aberto, sincero....maior que ela.

Se eu pudesse voltar no tempo, congelaria aquela noite em que deitadas no quintal de casa sob o céu estrelado, tentávamos entender os mistérios de Deus....

Seus designos para nossas vidas....

Se eu pudesse inverteria tudo.....seria eu sua mãe....

e a esconderia tão dentro de mim, que a morte jamais a encontraria.....

"Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos....por seus amores...."

Daria a minha pela sua

Quantas eu pudesse ter....

E hoje não seria necessário enxugar as lágrimas

achando que a saudade muitas vezes é maior que eu....

Que a eternidade talvez não exista.

Nem a felicidade,

sem você por perto.



Escrito por Ádina às 20h06
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"Nascer

Outra e outra vez

Indefinidamente

Como a planta sempre nascendo

Da primeira semente.

Pensar o dia bom

Até criar a claridade

E nela descobrir

A primeira sílaba

Da primeira canção."

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

Da primeira canção, do primeiro poema, do primeiro brilho nos olhos, da primeira flor, da primeira carta....



Escrito por Ádina às 20h52
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